Abstract Linear Background_edited.jpg
LINA_BLOG__-05_edited.png
LINA_BLOG-06.png

Como atender “parceiros” do Open Finance Brasil?


Com crescimento de 171% de chamadas por semana e 6,7 milhões de consentimentos ativos (dados do relatório semestral do Open Finance Brasil¹ estamos evidenciando o esperado crescimento e maturação do ecossistema Open Finance no Brasil. Além do desafio técnico proposto pelas instituições participantes, hoje já temos mais de 800 instituições ativas² no Diretório Central, tornando um dos maiores ecossistemas em operação no mercado financeiro.


A expectativa do mercado é de aumentos significativos nas chamadas de APIs, número participantes e casos de negócio para o mundo do Open Finance, mas pouco se fala sobre as novas dinâmicas de parceria entre transmissores e receptores/iniciadores. Como questões de disputas e ressarcimento serão resolvidas no âmbito do Diretório Central³, pouco se questiona sobre como podemos garantir a fluidez operacional entre detentores e receptores de modo a não sobrecarregar estes organismos autorregulatórios.


Instituições detentoras de contas transacionais terão de se adaptar para um cenário onde será necessário priorizar suporte e atendimento para parceiros (receptoras) que estão buscando consumir suas APIs/dados do seu correntista. Este cenário não será muito distante da nossa realidade nos próximos anos, onde instituições receptoras/iniciadoras acabarão por acessar canais de atendimento das transmissoras para auxiliar no desenvolvimento e/ou refinamento de integrações nas APIs Open Finance.


Aqui na Lina acabamos incorporando na nossa solução de compliance (Data Push) uma ferramenta recorrente em produtos que possuem característica API first – o ambiente Sandbox. Produtos API first têm integrações sistêmicas como sua principal característica técnica, que o possibilita escalar e flexibilizar a utilização dos seus produtos das mais diferentes formas.


Com a multiplicidade de integrações e usuários indiretos nas APIs, um novo obstáculo surge: como realizar a gestão destes parceiros que estão realizando as integrações? É baseado neste mesmo desafio que trouxemos as experiências de produtos desenvolvidos na economia das APIs e o universo Open Finance, oferecendo um ambiente de Sandbox Lina no nosso Data Push.



O Sandbox apresenta um sistema completamente apartado dos ambientes de homologação e produção das instituições transmissoras, mas possui exatamente as mesmas características técnicas e desafios de implementação. Abaixo procuro listar alguns dos benefícios do Sandbox:


1. Testes e onboarding de novos parceiros (receptores e iniciadores de pagamento);

O ambiente Sandbox é uma réplica técnica de todo ecossistema de produção do Open Finance Brasil. Desta forma, parceiros podem realizar testes nas APIs neste ambiente, assegurando que suas aplicações funcionam e validando comportamentos durante todo processo de desenvolvimento e integração.


2. Desonera canais de atendimento e empoderamento de parceiros para gestão de testes e desenvolvimento;

Além de promover um ambiente análogo aos ambientes de homologação e produção, também oferecemos guias de passo-a-passo para os parceiros, instruindo e buscando solucionar todas as questões técnicas com relação aos produtos e desenvolvimento na Plataforma Open Finance da instituição transmissora desde o primeiro contato com o receptor.


Diferentemente de outros ambientes de homologação, não é necessário criação de credenciais ou controle de acesso para cada parceiro – sendo o processo de gestão de ambiente tradicionalmente feito pelo transmissor. A solução prevê nativamente criação de usuários, massa de dados, e empodera o parceiro (receptor/iniciador) a construir seus próprios cenários de testes, sem nenhuma intervenção necessária do time da transmissora, clientes do nosso Data Push – empoderando seus parceiros e dando visibilidade dos testes aos transmissores.

3. Ambiente disponível sempre para testes de homologação e evolução de features;

O ecossistema Open Finance está em pleno desenvolvimento, e ainda não enxergamos um horizonte onde vemos a redução de funcionalidades, produtos e ajustes nas especificações técnicas do Diretório Central.


Outro benefício proposto pelo Sandbox é a possibilidade de realizar testes com parceiros em um ambiente seguro que não afetará a operação da instituição - seja para melhorias internas, ou alterações para garantir o compliance das interfaces das APIs Open Finance das transmissoras.


4. Prototipação e testes de usabilidade para produtos Open Finance;

Com a entrada de novos participantes e novas experiências no ecossistema, o Sandbox também representa um terreno fértil para o cultivo de business cases inovadores e novas soluções técnicas que necessitam ser testadas e validadas por ambas as partes na dinâmica do Open Finance. Neste caso, o ambiente Sandbox aumenta a confiança nas entregas e desenvolvimento de soluções, podendo já promover um ambiente saudável para demonstrações e realização de POCs.


Na Lina oferecemos sempre um ambiente Sandbox stand-alone que é mantido por nós e não tem impacto algum para nossos transmissores, sempre disponível para todas as features dos nossos produtos. Esse ambiente possibilita que receptores de dados (e demais parceiros – mesmo que não participem do Open Finance) possam realizar testes nas APIs dos transmissores sem afetar o operacional diário das instituições, ou acionar qualquer canal de atendimento para geração de credenciais e/ou massa de dados para testes.


[1] https://openbankingbrasil.org.br/relatorio-semestral-agosto-2022/ [2] https://openbankingbrasil.org.br/relatorio-semestral-agosto-2022/ [3] Plataforma de Ressarcimento e Plataforma de Resolução de Disputas


66 visualizações

Posts recentes

Ver tudo